Novos números para o Jornalismo nas Mídias Sociais

 
Novos números para o Jornalismo nas Mídias Sociais
 

Foi publicada hoje, pela S2 Comunicação, uma pesquisa realizada entre julho e setembro de 2009, para identificar o uso das redes sociais pelos jornalistas brasileiros. No total, foram feitas 900 entrevistas, onde 712 dos jornalistas entrevistados responderam fazer parte de pelos uma das redes socais apontadas como as de maior representatividade no Brasil: Orkut, Facebook, Twitter, Flickr, Linkedin, Myspace, além do YouTube.

Desse total, quase 85% afirmam fazer parte do Orkut, enquanto pouco menos de 50% utilizam o Twitter. Segundo a pesquisa, para a interpretação desses dados, é necessário levar-se em conta o tempo de implantação da rede social no universo brasileiro e o fenômeno da expansão.

A pesquisa demonstra também que a maioria dos participantes utiliza mais as redes sociais em casa, algo em torno de 70%, do que do trabalho. E, além disso, 72,07% dizem fazer uso das redes tanto para assuntos pessoais quanto profissionais.

Quando a questão é a utilização das redes sociais como fontes de informação, o Orkut ficou mais uma vez no topo da lista, sendo mencionado por mais de 40% dos entrevistados, chegando a quase 60% nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já o Twitter também é bastante utilizado, principalmente em São Paulo, onde é mencionado no mesmo patamar que o Orkut, deixando somente o Facebook ainda na faixa dos 10%.

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Além disso, o levantamento demonstra que mais de 90% dos entrevistados do estado de São Paulo afirma que utiliza o You Tube.

Fonte de informação sem muita qualidade

Outra pesquisa que aborda o mesmo assunto foi feita pela Textual, que indica que 82% dos jornalistas entrevistados concordam que as mídias sociais influenciam a pauta dos grandes meios. Além disso, a maioria (33%) afirma usar essas mídias em busca de informações que ainda não chegaram à grande imprensa, enquanto somente 9% não utilizam blogs como fonte. Sobre a qualidade do conteúdo, metade dos entrevistados deu nota três, em uma escala de zero a cinco.

No mundo

No panorama mundial, as redes sociais indicaram crescimento de 8%. Na prática, 19% dos usuários de internet afirmam que usam o Twitter, Facebook ou outro serviço parecido para compartilhar e receber informações, segundo pesquisa da Princeton Survey Research International, publicada ontem no Guardian. Foram entrevistados 2.253 adultos para fazer esse estudo que demonstra também que a idade média dos usuários do Twitter é de 31 anos e do Facebook de 33 anos. Em maio do ano passado, essa média era de 26 anos.

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3 Comentários para “Novos números para o Jornalismo nas Mídias Sociais”

  1. Tweets that mention Novos números para o Jornalismo nas Mídias Sociais | oJornalista.com -- Topsy.com diz:

    [...] This post was mentioned on Twitter by Bruno Cardoso and Bruno Cardoso, Gilson Pôrto Jr. Gilson Pôrto Jr said: RT @inexato: Novos números para o Jornalismo nas Mídias Sociais – http://migre.me/aH7U [...]

  2. Leonardo Concon diz:

    Os números são interessantes, colega Bruno. E, ao mesmo tempo, revelam que nós, jornalistas, buscamos as fontes aonde estejam, né mesmo? E, ao mesmo tempo, nos mantemos em dia com as novas tecnologias, buscando fatos que ainda não foram largamente divulgados (como é o caso do Boninho, do BBB, que anunciou no Twiitter que o BBB10 terá, pela primeira vez, uma ‘mulher gay’), fotos, pessoas relacionadas e até dados pessoais sobre pessoas envolvidas em acontecimentos, especialmente no orkut.

    É interessante lembrar, ainda, que, há alguns anos atrás, era complicado agendar uma entrevista, ou mesmo ligar, se encontrar, com uma autoridade, um governador, por exemplo, para responder um questionamento. Hoje, é fácil obter posições, declarações de um José Serra (@joseserra_), do polêmico e sempre presente na mídia ex-governador Maluf (@paulosalimmaluf) e por aí afora.

    E, como estamos preconizando: para onde vai parar o jornal de papel?

    Abraços.

    Leonardo Concon

  3. GisZanella diz:

    Facilitam sim, porém não podemos perder o foco. Meras publicações não devem substituir a investigação e apuração dos fatos. Afinal no meio de tudo isso o que realmente é notícia? o que os caras estão postando no Twiitter ou a realidade das ruas?

    Abraço

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Autor: Bruno Cardoso (bruno@inexato.com).